InícioPolíticaCPMI do INSS aprova quebra de sigilo de Lulinha e sessão termina...

CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de Lulinha e sessão termina em tumulto

spot_img

Comissão aprovou requerimentos em meio a confusão entre parlamentares; investigação também tramita sob sigilo no Supremo.

Da Redação

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga as irregularidades no INSS aprovou, nesta quinta-feira (26), a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A deliberação ocorreu em meio a forte tensão entre parlamentares e acabou marcada por tumulto no plenário com deputados da ala governista questionando a decisão e partindo para cima da oposição. A decisão da CPMI se soma a uma medida já adotada no âmbito judicial. Dias antes, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia autorizado a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático do investigado, a pedido da Polícia Federal.

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Segundo integrantes da comissão, a sessão desta quinta foi acompanhada de protestos de parlamentares da base governista, que se dirigiram à mesa diretora após a aprovação dos requerimentos. O ambiente esquentou, com troca de acusações e necessidade de intervenção para conter o avanço da confusão.

Lulinha passou a ser citado por membros da oposição após reportagens apontarem que ele teria recebido valores de Antônio Carlos Camilo Antunes, investigado no caso. O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar, mencionou suspeitas de eventual atuação como “sócio oculto” do empresário, hipótese que deverá ser analisada ao longo das apurações. A comissão também aprovou medidas envolvendo o Banco Master e a convocação do ex-CEO da instituição, Augusto Ferreira Lima.

No campo judicial, a autorização concedida por André Mendonça atendeu a pedido da Polícia Federal dentro de investigação que corre sob sigilo. A apuração busca aprofundar a análise de possíveis conexões entre o investigado e outros alvos do inquérito relacionado ao INSS. Com decisões paralelas no Congresso e no Supremo, o caso passa a avançar simultaneamente nas esferas parlamentar e judicial.

Mais Lidas

spot_img