Processo investiga suposto abuso de poder político e econômico relacionado ao desfile da Acadêmicos de Niterói.
Da Redação
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) admitiu uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que disputam a reeleição. O processo envolve o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, realizado durante o Carnaval deste ano, no Rio de Janeiro. A decisão foi tomada na sexta-feira (18) pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira.
A ação foi apresentada pelo senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e pelo deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice. Além de Lula e Alckmin, também aparecem como investigados a primeira-dama Janja Lula da Silva, o candidato a deputado federal Marcelo Freixo (PT) e o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT). Segundo a petição, os autores questionam recursos públicos destinados à escola, que levou Lula como tema do enredo, incluindo R$ 9,65 milhões repassados pelas prefeituras do Rio e de Niterói e pelo governo estadual após o anúncio do tema, em julho de 2025.

Os autores também levantam dúvidas sobre receitas privadas da agremiação e sobre a exposição de Lula durante a transmissão do desfile. Os órgãos públicos citados, porém, afirmam que os recursos foram destinados às escolas de samba de forma geral, para a realização do Carnaval, e não especificamente à Acadêmicos de Niterói. Os investigados têm cinco dias para apresentar defesa. A ação pede, entre outras medidas, a cassação do registro ou diploma da chapa Lula-Alckmin e a declaração de inelegibilidade dos envolvidos por oito anos, caso as acusações sejam comprovadas.




