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Ex-presidente chefe do INSS é preso por fraude que desviou bilhões de benefícios

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Indicado por Lula em 2023, Alessandro Stefanutto comandou o INSS até abril de 2025; investigação aponta desvio de R$ 6,3 bilhões.

Da Redação

A Polícia Federal prendeu, nesta quinta-feira (13), Alessandro Stefanutto, ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), durante uma nova etapa da Operação Sem Desconto. A ação investiga um amplo esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões em todo o país.

Stefanutto comandou o órgão entre julho de 2023 e abril de 2025, após ser indicado ao cargo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Filiado ao PDT, ele foi nomeado em substituição a Glauco André Wamburg, e deixou o posto em abril deste ano, quando surgiram as primeiras denúncias de irregularidades.

Alessandro Stefanutto. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Segundo a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU), o esquema teria movimentado cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024, desviando recursos de beneficiários do sistema previdenciário. A operação contou com ações em 15 estados e no Distrito Federal, cumprindo 63 mandados de busca e apreensão, além de diversas medidas cautelares.

As investigações indicam que a cúpula do INSS durante a gestão de Stefanutto teria facilitado a manipulação de dados em sistemas oficiais, o que permitiu a apropriação indevida de valores de benefícios previdenciários. Stefanutto havia sido afastado e posteriormente demitido do cargo após as primeiras suspeitas se tornarem públicas.

Entre os outros alvos da operação estão ex-integrantes da direção do INSS e políticos com atuação na área da Previdência. O ex-ministro Ahmed Mohamad Oliveira deve cumprir monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o deputado federal Euclydes Pettersen Neto (Republicanos-MG) e o deputado estadual Edson Cunha de Araújo (PSB-MA) foram alvos de mandados de busca e apreensão.

Os investigados poderão responder por corrupção ativa e passiva, estelionato previdenciário, inserção de dados falsos em sistemas públicos, organização criminosa e ocultação de patrimônio.

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