Em Barueri e Osasco, propostas legislativas visam intensificar inspeções e prevenir intoxicações.
Da Redação
Algumas cidades da Região Oeste da Grande São Paulo começam a reagir diante do crescimento do comércio de bebidas alcoólicas adulteradas no estado. Pressionados por casos cada vez mais frequentes de intoxicações e mortes, vereadores e lideranças municipais em cidades como Barueri e Osasco estão cobrando das prefeituras uma atuação mais firme nas fiscalizações, com medidas legislativas e requerimentos para intensificar a vigilância em bares, mercados, depósitos e casas de laticínio ou manipulação de bebidas.
Na Câmara de Barueri, o vereador Keu Oliveira (PV) apresentou a Indicação 2031/2025 nessa terça-feira (7), na qual propõe que o município intensifique as vistorias em bares, mercados, depósitos e demais estabelecimentos comercializadores de bebidas alcoólicas.
Em Osasco, o vereador Ralfi deverá protocolar um Projeto de Lei que obriga comércios de bebidas alcoólicas a quebrar imediatamente as garrafas de destilado vazias assim que o conteúdo for totalmente consumido. Segundo ele, garrafas intactas são aproveitadas por criminosos para reenchê-las com álcool adulterado facilitando a circulação de produtos perigosos sem identificação de origem.

Casos
O governo paulista divulgou, recentemente, que já foram confirmados 14 casos de intoxicação por metanol no estado, com pelo menos duas mortes confirmadas. Além disso, há atualmente 178 casos em investigação, dos quais sete óbitos ainda estão sob apuração.
Em operações de fiscalização, 41 pessoas já foram presas por adulteração ou falsificação de bebidas alcoólicas no estado de São Paulo.
O Procon-SP também adotou medidas recentes: criou um canal especial para denúncias de bebidas suspeitas e reforçou orientações aos consumidores.


