Polícia cumpriu mandados de busca, apreendeu celulares e indiciou três adultos no caso.
Da Redação
A Polícia Civil de Santa Catarina segue com as investigações sobre a morte do cachorro comunitário Orelha, em Florianópolis. Dois adolescentes suspeitos de envolvimento no caso serão ouvidos após retornarem de uma viagem aos Estados Unidos. Ao todo, quatro jovens e três adultos, parentes dos adolescentes, são investigados por participação nos fatos e por possível coação de testemunhas.
Na noite desta segunda-feira (26), a Polícia Civil indiciou um advogado e dois empresários por suspeita de coagir uma testemunha durante o andamento do processo. No mesmo dia, agentes cumpriram três mandados de busca e apreensão, com a coleta de celulares e outros dispositivos eletrônicos que devem auxiliar na apuração. Em uma das residências de um adulto investigado, foram encontradas drogas, mas nenhuma arma.
Segundo a polícia, o inquérito segue na fase de coleta de depoimentos. Após a conclusão das diligências, o caso será encaminhado ao Ministério Público, que dará prosseguimento às medidas cabíveis, segundo apurou o NSC Total.

Punições
Por se tratarem de menores de idade, os adolescentes suspeitos não podem ser presos. De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), eles respondem por ato infracional. Nesses casos, a Justiça pode aplicar medidas socioeducativas, como advertência, obrigação de reparar o dano ou prestação de serviços à comunidade, conforme a gravidade do ato.
Com a finalização da investigação, caberá ao Ministério Público analisar o material reunido e definir quais medidas previstas no ECA poderão ser adotadas.


