Enquanto Zema já declarou voto no candidato do PL e Caiado prepara anúncio, Renan Santos e Augusto Cury optam por não apoiar nenhum dos dois.
Da Redação
Os candidatos que ficaram pelo caminho no primeiro turno da eleição presidencial de 2026 começaram a definir seus posicionamentos para a segunda etapa da disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Como era esperado, o candidato do PL tende a concentrar a maior parte dos apoios entre os nomes derrotados, especialmente entre aqueles ligados ao campo da direita.
Um dos que declararam apoio foi Romeu Zema (Novo). O ex-governador de Minas Gerais elogiou o desempenho da direita nas eleições, principalmente na disputa pelo Congresso Nacional, e destacou o resultado do Novo, que elegeu 10 deputados federais e três senadores. Na sequência, deixou clara sua posição para o segundo turno e afirmou que não pretende ficar neutro na disputa.
“Mas nós ainda temos uma grande batalha agora dia 25, derrotar o Lula e o PT. Eu não vou me omitir nem ficar em cima do muro nesse momento tão importante. Voto contra o PT, voto no Flávio Bolsonaro. O Brasil não aguenta mais quatro anos de Lula e nem mais quatro ministros nomeados pelo Lula“, alertou Zema em vídeo.
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O ex-governador de Goiás e candidato derrotado Ronaldo Caiado (PSD) também deve engrossar a lista de apoios a Flávio. Ele deverá declarar oficialmente seu voto nesta terça-feira (6), às 14h30, em Goiânia. O anúncio será feito ao lado de Daniel Vilela (MDB), governador eleito de Goiás, no espaço que funcionou como comitê central da campanha do MDB e partidos aliados.
Já Renan Santos (Missão) adotou uma postura diferente. Em live após o primeiro turno, afirmou que Flávio Bolsonaro “já é o próximo presidente” e disse não ver sentido em participar da campanha do segundo turno. O candidato descartou pedir votos para qualquer um dos concorrentes. “A eleição já é do Flávio Bolsonaro, Façam o que quiserem aí, não vou pedir para votarem nem nulo, nem no fulano ou no sicrano“, declarou.
A posição de Renan representa uma espécie de neutralidade, embora sua avaliação sobre o cenário indique uma expectativa de vitória de Flávio Bolsonaro. O candidato do Missão também afirmou que não pretende se engajar na disputa entre os dois nomes.
Augusto Cury (Avante) também decidiu não declarar apoio a nenhum dos dois candidatos. O escritor agradeceu aos eleitores que confiaram em seu projeto e afirmou que sua proposta durante a campanha era promover a pacificação do país. Ao comentar o segundo turno, defendeu a superação da polarização política.
“Direita e esquerda no fundo são irmãos, somos uma só família, e deveríamos sentar juntos para discutir projetos para a nação brasileira. Podemos pensar diferente, mas nem por isso podemos caminhar diferente“, acredita.
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Com isso, o segundo turno começa com Flávio Bolsonaro reunindo os principais apoios entre os candidatos derrotados, enquanto Lula ainda não recebeu declarações semelhantes dos nomes que disputaram a primeira etapa. Zema já confirmou seu voto, Caiado prepara seu anúncio, enquanto Renan Santos e Cury preferiram não escolher oficialmente nenhum dos dois lados.


