InícioPolíticaKim Kataguiri propõe corte de privilégios de deputados federais

Kim Kataguiri propõe corte de privilégios de deputados federais

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Entre as propostas estão o fim do auxílio-moradia, a venda de 447 apartamentos funcionais e o corte de 15% na cota parlamentar.

Da Redação

O deputado federal Kim Kataguiri (União – SP) apresentou um projeto de lei polêmico que mira diretamente nos privilégios e gastos da Câmara dos Deputados. O texto propõe uma série de medidas de economia e redução de benefícios, incluindo o fim do auxílio-moradia, o corte de 15% na cota parlamentar e até a venda dos 447 apartamentos funcionais destinados aos parlamentares em Brasília.

Segundo Kim, o objetivo é reduzir os custos da Câmara e aliviar os cofres públicos, em um momento de forte cobrança por mais eficiência e menos regalias no uso do dinheiro público.

O conjunto de medidas se propõe a reduzir os gastos da Câmara dos Deputados, visando economia aos cofres públicos”, justificou o deputado.

Cota Parlamentar

A cota parlamentar, hoje usada para custear despesas como passagens aéreas, correios, locomoção e divulgação do mandato, é o principal alvo da proposta. Kim sugere um corte de 15% no valor mensal destinado aos deputados.

Com base nos gastos de 2024, que somaram R$ 235,7 milhões, a economia seria de cerca de R$ 35 milhões por ano.

Na prática, isso significa que os parlamentares de São Paulo, por exemplo, passariam a receber R$ 36.411,73 por mês, em vez dos atuais R$ 42.837,33.

Deputado Federal Kim Kataguiri. Foto: Kayo Magalhães/ Câmara dos Deputados

Fim do auxílio-moradia

Outra medida do projeto é o fim do auxílio-moradia, benefício pago atualmente a cerca de 104 deputados, com um custo mensal estimado de R$ 442 mil em 2025. Para Kim, “as despesas de moradia devem ser custeadas pelos próprios parlamentares”, sem onerar o contribuinte.

Venda dos apartamentos funcionais

Mas a proposta que mais chama atenção é a venda dos 447 apartamentos funcionais da Câmara, localizados em Brasília e ocupados por parlamentares.

Segundo o deputado, “nada mais justo que vender os apartamentos funcionais em um leilão público”, já que a manutenção desses imóveis representa um alto custo para o poder público.

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