InícioSociedadeMalévola Alves chora após prisão no Egito e relata "humilhação"

Malévola Alves chora após prisão no Egito e relata “humilhação”

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Em transmissão nas redes sociais, criadora de conteúdo relatou momentos de sofrimento e afirmou que foi discriminada por ser uma mulher trans.

Da Redação

A influenciadora Malévola Alves apareceu aos prantos em uma transmissão nas redes sociais nesta quinta-feira (22), após passar cerca de 48 horas sob custódia policial no Egito. Em um desabafo gravado durante uma conexão aérea no Marrocos, a criadora de conteúdo afirmou ter sido humilhada durante a detenção. Ela e a companheira de viagem, Bruna Mercatelli, ambas mulheres trans, estão em deslocamento de volta ao Brasil após serem liberadas pelas autoridades egípcias.

Foto: Reprodução Redes Sociais

Durante a transmissão, Malévola contou que ainda estava abalada com o que aconteceu e afirmou que pretende divulgar um relato detalhado sobre a experiência. A gravação foi feita com um aparelho emprestado, já que, segundo seu representante jurídico, Jonatha Carvalho Matos, o celular pessoal da influenciadora continua retido pelas autoridades locais. A defesa confirmou a autenticidade do vídeo e acompanha o retorno da brasileira ao país.

Pouco depois, a influenciadora publicou uma denúncia na rede social X, antigo Twitter, na qual atribuiu a prisão à discriminação por identidade de gênero. Ela também relatou episódios que classificou como abusivos durante a abordagem policial e afirmou estar enfrentando crises de pânico e ansiedade. Malévola ainda criticou as reações de internautas que ironizaram o caso e disse que pretende procurar atendimento médico assim que chegar ao Brasil. As alegações sobre o tratamento recebido durante a detenção foram relatadas pela própria influenciadora.

Entenda o caso

Malévola Alves e Bruna Mercatelli foram detidas na terça-feira (20), na cidade de Alexandria, no Egito, após a divulgação de vídeos gravados em espaços públicos. Segundo informações atribuídas ao Ministério do Interior egípcio, as imagens mostrariam danças e movimentos corporais considerados de teor obsceno pelas autoridades. Antes da confirmação oficial da detenção, Malévola já havia recorrido às redes sociais para pedir ajuda. De acordo com sua defesa, a fiança paga para a liberação ficou em torno de 40 mil libras egípcias, aproximadamente R$ 3,6 mil, e não nos R$ 10 mil mencionados em rumores que circularam na internet.

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