Governador de Goiás ganha força interna e defende “pacificação” do país, enquanto Leite critica manutenção da polarização.
Da Redação
O governador de Goiás Ronaldo Caiado foi oficializado como pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, legenda comandada por Gilberto Kassab.
O anúncio, feito nesta segunda-feira (30), ganhou destaque não apenas pela definição do nome, mas pelo tom enfático adotado por Caiado, que prometeu uma guinada política marcada pela “pacificação” do país e pela concessão de anistia ampla, especialmente pelos condenados do 08 de janeiro.

A escolha de Caiado ocorre em um cenário de rearranjo interno no partido, após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Junior, que abriu caminho para a consolidação do nome goiano. Nos bastidores, a movimentação foi interpretada como estratégica para unificar a sigla em torno de uma candidatura com maior densidade política nacional.
Durante a coletiva de imprensa, Caiado adotou um discurso direto e provocativo ao tratar de temas sensíveis. “Meu primeiro ato vai ser exatamente a anistia ampla e irrestrita (…) vamos pacificar o Brasil. Eu vim com esse objetivo, pacificar o Brasil. Então, anistiar todos, inclusive o ex-presidente [Jair Bolsonaro] e estarei dando uma mostra que, a partir daí, eu vou cuidar das pessoas, é aquilo que como médico cirurgião, minha formação, eu soube fazer e continuo fazendo na política”, afirmou.
A fala contrasta com o posicionamento de outra ala do partido, que via no governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, uma alternativa para a disputa nacional. Em comunicado divulgado nas redes sociais, Leite evitou confrontar diretamente a decisão do PSD, mas deixou evidente sua insatisfação com os rumos adotados.
“O Brasil está muito cansado de uma disputa que aprisiona o debate entre os extremos e, com toda franqueza, a decisão tomada pelo partido tende a manter esse ambiente de polarização radicalizada que tanto limita o nosso país”, declarou o governador gaúcho, em uma crítica que ecoou como sinal de frustração dentro da legenda.
Com a definição, Caiado entra oficialmente no tabuleiro presidencial, que já conta com nomes de peso como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL), ampliando o cenário da disputa.
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