Encerramento da campanha Maio Laranja reforça atenção aos sinais de violência contra crianças e adolescentes.
Da Redação
Com o encerramento do mês de maio, também chega ao fim o Maio Laranja, campanha nacional dedicada ao combate e à prevenção do abuso e da exploração sexual de crianças e adolescentes. Em Barueri, o tema ganhou destaque na Câmara Municipal durante a sessão da última segunda-feira (26), com a participação da vice-prefeita Claudia Marques, que utilizou a tribuna para conscientizar a população sobre a importância da proteção às vítimas e da denúncia.
A campanha deste ano teve como tema “Faça Bonito”, reforçando a necessidade do envolvimento de toda a sociedade no enfrentamento desse tipo de violência, que atinge milhares de crianças e adolescentes em todo o país.
Durante sua fala, Claudia Marques chamou atenção para a realidade enfrentada por muitas vítimas, destacando que os abusos frequentemente acontecem dentro do próprio ambiente familiar.

“Estamos falando de crianças que não têm voz, que estão sofrendo em algum lugar, a maioria dentro da própria casa. Muitas vezes o abusador é alguém próximo que chega com algum brinquedo, algum docinho, e vai encantando as crianças”, afirmou.
A vice-prefeita também ressaltou a importância de observar mudanças de comportamento e agir diante de qualquer suspeita.
“Todos nós temos que nos sensibilizar e ficar atentos por essas crianças, quando mudam de comportamento, ficando mais agitadas ou mais quietas, não querendo contato. Precisamos denunciar, porque a criança vai virar um adulto comprometido emocionalmente. Na suspeita de qualquer violação, denuncie”, completou.
Entre os principais canais de denúncia estão o Disque 100, serviço nacional gratuito e anônimo de proteção aos direitos humanos, além do Conselho Tutelar, da Polícia Militar pelo 190 e da Delegacia de Defesa da Mulher e da Criança.
O presidente da Câmara Municipal de Barueri, vereador Wilson Zuffa, também se pronunciou sobre o tema e defendeu punições mais severas contra os responsáveis por esse tipo de crime.
“Esse é um tipo de crime que acontece todos os dias, e muitas vezes dentro do lar, que deveria ser um ambiente de segurança, mas infelizmente, alguns familiares estão envolvidos em algo escabroso de violência contra a criança. Isso tem que ter punições exemplares severas para que essa prática seja inibida”, declarou.




